Chamadas de Propostas (RFP)
Como o ecossistema Carrot busca novas metodologias — tipos de RFP, ciclo de vida e processo de avaliação.
O que é um RFP?
Um Request for Proposals (RFP) é uma chamada formal na qual a Carrot Foundation convida especialistas, desenvolvedores e organizações a submeterem propostas para um desafio específico, construir uma solução ou contribuir com o ecossistema da plataforma. Pense em um RFP como uma ponte entre uma necessidade identificada pela Carrot (ou pelo mercado) e o talento disponível na comunidade.
O mecanismo de RFP é central para a missão da Carrot porque reflete três princípios:
- Transparência — Critérios públicos e um processo documentado garantem que todos os participantes tenham as mesmas informações.
- Meritocracia — A melhor proposta vence, independentemente de quem a submete.
- Engajamento comunitário — A comunidade participa ativamente na construção da plataforma.
Quem pode participar?
Qualquer pessoa ou organização pode participar de um RFP da Carrot, desde que atenda aos critérios de elegibilidade definidos em cada chamada.
Para preservar a imparcialidade, membros da comunidade aptos a participar de processos deliberativos de governança não podem atuar como avaliadores em RFPs para os quais tenham submetido proposta.
Tipos de RFP
Nem todos os RFPs são iguais. Cada tipo é desenhado para um tipo específico de contribuição — o tipo determina o que é esperado do proponente, quais documentos submeter e como a proposta será avaliada.
| Tipo | Nome | Descrição |
|---|---|---|
| A | Resolução de problema | A Carrot identifica um problema ou pergunta e convida a comunidade a propor abordagens, análises ou soluções conceituais. O foco é na qualidade da ideia, não na execução imediata. |
| B | Projeto via AMC | Um Advance Market Commitment financia a construção de infraestrutura — pátios de compostagem, sistemas de coleta ou cadeias de reciclagem. O proponente apresenta um plano completo de implementação e entrega. |
| C | Construção de MvF | Chamada para traduzir uma metodologia científica validada em um Methodology Verification Framework operacional. O proponente deve demonstrar domínio da metodologia e capacidade de estruturar os artefatos que a plataforma Carrot utiliza para executá-la. |
| D | Construção de MvA | Chamada para implementar um MvF aprovado em código. O entregável é o MvA (Methodology Verification Application) — o software que executa a verificação digital na plataforma. Requer um MvF concluído como pré-requisito. |
| E | Solução de tecnologia | Desenvolvimento de uma feature, ferramenta ou integração para a plataforma Carrot. O entregável é código funcional, testado e documentado. |
| F | Aberto | Reservado para chamadas que não se encaixam nos demais tipos. Novas categorias podem surgir conforme as necessidades do ecossistema evoluem. |
Tipos em evolução
Novos tipos de RFP podem ser criados conforme novas necessidades surgem no ecossistema. A Carrot se reserva o direito de criar ou revogar tipos a qualquer momento, sempre respeitando processos já em andamento.
Dependências entre tipos
Alguns tipos de RFP possuem dependências naturais. Por exemplo, um Tipo D (Construção de Aplicação de Verificação de Metodologia (MvA)) só pode ser aberto após a conclusão de um Tipo C (Construção de Framework de Verificação de Metodologia (MvF)), porque o código precisa de um framework aprovado como referência. Da mesma forma, um Tipo B (Projeto via AMC) pode gerar demandas subsequentes de Tipos C, D e E — quando um projeto de infraestrutura requer uma nova metodologia operacionalizada e ferramentas tecnológicas para funcionar na plataforma.
Ao consultar um RFP, verifique se ele indica dependências com chamadas anteriores ou simultâneas.
Ciclo de vida
Todo RFP da Carrot segue um ciclo de vida padronizado com 10 fases, garantindo que cada chamada passe pelas mesmas etapas de preparação, engajamento, avaliação e execução, independentemente do tipo.
- Concepção — A Carrot (ou o mercado) identifica a necessidade que origina o RFP e define seus contornos iniciais.
- Estruturação — O RFP é redigido com escopo, critérios de elegibilidade, entregáveis esperados, cronograma e matriz de avaliação.
- Publicação — O RFP é publicado e a comunidade é notificada. A partir deste momento, o documento é público.
- Submissão — Proponentes preparam e enviam suas propostas dentro do prazo estabelecido.
- Triagem — Propostas são verificadas contra os critérios de elegibilidade. Quem não atende aos requisitos mínimos é desclassificado.
- Avaliação — Propostas elegíveis são pontuadas individualmente por avaliadores independentes usando a matriz de critérios ponderados.
- Seleção — As propostas são ranqueadas pela pontuação final e o comitê avaliador toma a decisão.
- Contratação — O proponente selecionado negocia os termos finais e formaliza o acordo com a Carrot Foundation.
- Execução — O trabalho é realizado conforme o cronograma acordado, com acompanhamento periódico pela Carrot.
- Encerramento — Os entregáveis são verificados, o trabalho é aceito formalmente e os aprendizados alimentam futuras chamadas.
Períodos importantes
Cada RFP define seu próprio cronograma, mas dois períodos merecem atenção especial:
Período de perguntas e esclarecimentos — Entre a publicação e o prazo de submissão, há uma janela para enviar dúvidas. As respostas são consolidadas em um FAQ público disponível para todos os proponentes. Nenhuma informação privilegiada é fornecida individualmente.
Prazo de submissão — Inegociável. Propostas recebidas após o prazo não serão consideradas em hipótese alguma. Recomendamos submeter com pelo menos 24 horas de antecedência.
Canais alternativos de entrada
Embora o RFP seja o mecanismo preferencial, o ecossistema também aceita metodologias via parcerias estratégicas e iniciativa direta. Nesses casos, o proponente submete a proposta diretamente à Carrot, que avalia a pertinência e a qualidade usando os mesmos critérios aplicáveis a um RFP — preservando as exigências de integridade, auditabilidade e alinhamento com o ecossistema. A diferença é que parcerias e submissões diretas são avaliadas pelo mérito individual, sem competição entre propostas.
Para orientação prática sobre participação em RFPs, consulte o Guia de Participação em RFPs.
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