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FAQ: BOLD Carbon e BOLD Recycling

Respostas sobre elegibilidade de materiais, validação de MassID e registros de transporte e pesagem para BOLD Carbon e BOLD Recycling.

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Esta FAQ reúne perguntas sobre BOLD Carbon (CH₄) e BOLD Recycling. Aborda elegibilidade de materiais, validação de MassID e registros de transporte e pesagem, incluindo um Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR) com vários materiais.

As respostas descrevem a aplicação versão 1.0.0; não confirmam qual revisão está implantada.

Como conferir se um material é aceito?

Confira o material na aplicação que será utilizada, não apenas no MTR ou na destinação informada:

  1. Leia os critérios de elegibilidade Carbon ou os critérios de elegibilidade Recycling, depois o guia de integração Carbon ou o guia de integração Recycling correspondente.
  2. Escolha um tipo e subtipo de documento suportados em Classificação de Resíduos. Não reclassifique um material não suportado como um subtipo orgânico aceito.
  3. Para o Brasil, confira a tabela de códigos de resíduos suportados, documentada no Carbon e utilizada pelo processador compartilhado de classificação regional nas duas aplicações atuais. Código local, descrição e mapeamento CDM do subtipo precisam ser compatíveis; constar na lista oficial do IBAMA não basta.

Um manifesto pode listar materiais elegíveis e não elegíveis. Avalie cada linha separadamente. Um material ausente da tabela suportada não passa na regra atual de classificação regional, mesmo que seu transporte ou tratamento estejam documentados. A tabela de códigos e os critérios das metodologias são mantidos nas páginas canônicas, sem repetição aqui.

Quais regras de validação Carbon e Recycling compartilham?

Ambas as aplicações configuram os mesmos processadores de qualificação, classificação regional, unicidade, manifesto e pesagem do MassID. Recycling não aceita automaticamente todo material apenas por ser reciclado.

As verificações de conflito tratam de GasID no Carbon e RecycledID no Recycling, além de documentos de crédito relacionados e auditorias aprovadas ou em andamento para a mesma metodologia. Carbon também configura cálculo de emissões. Essas verificações tratam de certificados, créditos e auditorias relacionados; não garantem alocação nem ausência de dupla contagem no conjunto do manifesto.

Dois MassIDs podem referenciar o mesmo MTR?

As regras compartilhadas não tornam o número do MTR uma chave única entre MassIDs. Mais de um MassID pode referenciar o mesmo manifesto, mas isso, por si só, não estabelece elegibilidade nem impede dupla contagem.

Cada MassID tem um type, um subtype e sua própria massa em quilogramas. Represente um material identificado separadamente com sua classificação correspondente e massa comprovada; não atribua a carga mista inteira a cada material. Uma linha de quantidade zero ou excluída do manifesto não é uma massa positiva elegível para essas regras.

A regra de qualificação atual de ambas as aplicações aceita apenas type: Organic, subtipos orgânicos suportados e currentValue positivo em kg. As classes mais amplas de materiais aceitas pela API não estabelecem elegibilidade nessas aplicações. No Brasil, a regra de classificação regional também confere o código e a descrição locais com sua tabela suportada e o mapeamento CDM do subtipo do MassID. Um material listado ou uma destinação para compostagem não satisfaz, por si só, essas verificações.

Um código IBAMA diferente garante um MassID distinto?

Não. A descrição do material, o código local de resíduo, o type do MassID e seu subtype são campos diferentes. Veja Classificação de Resíduos.

As credenciais do integrador selecionam o ambiente de teste ou de produção. A verificação de duplicidade se aplica dentro desse ambiente; trocar as credenciais para o mesmo ambiente não torna MassIDs correspondentes distintos.

A consulta de duplicidade compara:

  • category, type, subtype e currentValue;
  • IDs dos participantes gerador e reciclador;
  • IDs dos endereços e datas/horários de coleta e entrega;
  • placa do veículo na coleta, ignorando maiúsculas/minúsculas, espaços e hifens.

Ela busca formatos atuais e legados de documentos. Mais de um documento correspondente não cancelado reprova a regra; correspondências canceladas não causam essa reprovação. A consulta não inclui número do MTR, código local de resíduo, descrição local nem sequência da linha do manifesto. Subtipos suportados diferentes produzem consultas de duplicidade diferentes; códigos locais diferentes com o mesmo subtipo e os demais campos correspondentes ainda podem colidir. Alterar peso ou horário apenas para evitar uma correspondência não comprova uma massa separada.

Essa é uma comparação de campos do documento e da movimentação, não uma verificação universal de que cada MTR ou carga física foi utilizado uma única vez. IDs dos participantes e dos endereços delimitam a comparação; a chave não é apenas um participante, nome da unidade ou número de documento. measurementUnit não integra a consulta de duplicidade, embora a qualificação exija kg.

Como identificar diferentes resíduos de um mesmo MTR?

Mantenha o número oficial do MTR como número do documento. Nos registros de suporte, associe cada resíduo à sua classificação, massa comprovada e linha correspondente do manifesto. Um sequencial de linha, por exemplo, pode ajudar a organizar esses registros; ele não substitui o número oficial do MTR.

Use o código local e a descrição do resíduo de forma consistente com a classificação do material e o manifesto. Esses campos ajudam a identificar o resíduo, mas nem o código local nem o número do MTR são chaves de duplicidade de MassID.

O sistema confere a massa de cada linha do MTR?

A validação do anexo pode apontar inconsistências entre o manifesto e as evidências de pesagem. Ela não estabelece uma conciliação completa linha a linha: não distribui uma carga mista entre MassIDs nem confere a soma de suas massas em relação ao MTR. Passar nessa validação não comprova que cada item foi validado ou que MassIDs diferentes correspondem a linhas diferentes do manifesto.

Para cada resíduo, informe apenas a massa comprovada pelas evidências e mantenha o vínculo entre sua linha no manifesto e os registros de pesagem. Confira todos os MassIDs associados ao transporte em relação à carga real, para que a mesma massa não seja contada mais de uma vez. Se o ticket de balança cobre uma carga mista, preserve-o junto com as evidências que comprovam a massa de cada resíduo.

Devo recalcular peso bruto ou tara para cada material?

Informe as pesagens registradas na operação e a massa correspondente a cada resíduo, conforme a documentação disponível. Uma pesagem compartilhada do caminhão registra a carga combinada. Se o ticket tem 1.000 kg de bruto e 200 kg de tara, e os materiais pesam 300 kg e 500 kg, o ticket comprova 800 kg para a carga. Repetir o peso líquido inteiro nos dois MassIDs contaria a carga duas vezes.

O processador atual de pesagem avalia eventos dentro de um MassID. Quando peso bruto, tara, quantidade de recipientes e valor do evento estão disponíveis, seu cálculo é:

valor líquido do evento = peso bruto − (tara × quantidade de recipientes)

A tolerância é 0,1 kg. Não há aqui uma fórmula implementada para distribuir bruto ou tara de um caminhão compartilhado entre materiais nem para conferir a soma entre MassIDs.

Preserve o ticket original e as evidências por material. Se houver apenas uma pesagem combinada, confirme a representação de envio suportada com o Integrador de Rede antes de enviar valores derivados de bruto/tara. As regras inspecionadas não estabelecem um procedimento de alocação suportado.

Onde posso consultar a implementação das regras?

Você pode consultar as regras no repositório público methodology-rules. O código publicado ali não confirma, por si só, qual revisão está em uso no seu ambiente.

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